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Loucuras da Sabedoria Humana

Parte X

Tá Explicado! A Doutrina da Trindade se Localiza Antes do Gênesis e Depois do Apocalipse...

Ou Mais Evidências de que os Teólogos da Andrews Não Crêem na Trindade!

Astrônomos, biólogos, físicos e outros cientistas costumam trabalhar em equipe, e com aparelhos sofisticados e caros. Grandes avanços da ciência em geral envolvem muitos estudiosos e anos de pesquisas. Mesmo assim, pouco se sabe sobre a nossa Terra.

Por isso, é emocionante ver como os doutores em Divindade fazem suas descobertas. Enquanto os cientistas usam aparelhos que custam milhões de dólares para estudar pequena parte do universo, os teólogos da Universidade Andrews vão muito mais longe, sabendo como eram as coisas “antes” da formação do mundo e do universo e como será “depois” que tudo acabar. E o mais assombroso são os instrumentos que usam!

No livro A Trindade, na pág.312, os autores afirmam que “a evidência escriturística é de que a subordinação de Cristo ao Pai e do Espírito Santo a ambos ocorre meramente para propósitos práticos de criação e redenção entre aqueles que, de outra maneira, são iguais em sua natureza divina compartilhada”.

Traduzindo: Jesus é obediente ao Pai e o Espírito Santo obedece aos Dois apenas do Gênesis ao Apocalipse. Antes da criação do Universo, e depois, quando tudo terminar, as coisas seriam diferentes, isto é, o Líder-Chefe (pág.309), o Leão/Cordeiro (págs. 94-96) e o Rio (págs 100-102), seriam absolutamente iguais, sem hierarquia. Vamos explicar de novo.

Segundo os teólogos, de acordo com suas descobertas, esta convenção de primeira, segunda e terceira pessoas da Trindade, esta hierarquia aonde o Pai vem primeiro, depois o Filho e depois o Espírito Santo, isto foi meramente para a história desta Terra. “Meramente. Antes da criação e depois da última cerimônia do Apocalipse, os três são absolutamente iguais, sem hierarquia. Não será mais preciso dizer sempre que o Pai é o primeiro, podemos começar a contar de qualquer um.

E como é que os teólogos descobriram isso?

Os astrônomos não conseguem investigar nada “antes” do “big-bang”, teoria inventada para explicar como tudo começou. Seus magníficos telescópios, naves e aceleradores de elétrons mal vislumbram coisas envolvendo nossa própria terra. Entretanto, os teólogos da Andrews conseguiram ir muito, muito mais além. E usando o quê, qual sofisticadíssimo aparelho? Ora, apenas um par de meias!

Foi assim. Estando o Dr. Woodrow Whidden imerso em seus pensamentos para finalizar o livro A Trindade, em uma tarde quente em seu escritório, ele aproveitou que estava sozinho e, seguindo a recomendação de seu médico, tirou os sapatos e colocou os pés sobre a mesa. (Aqui é preciso observar que o médico do Dr. Whidden é um profissional dedicado e humano, nada a ver com a medicina fria e impessoal, criticada por ele na pág. 312.).

Elevar as pernas ajuda o retorno do sangue, o que dá uma sensação de alívio para quem está muito tempo sentado. E assim, com os pés no alto, olhando para as suas meias, ele teve esta idéia assombrosa. Sim, a teoria da Trindade diz que os Três são iguais, mas só o fato de se começar a contar sempre a partir do Pai, e de se estabelecer a ordem “primeiro, segundo e terceiro”, já mostra que não são iguais. Qual o primeiro lado do triângulo? Então, antes que esses antitrinitarianos insolentes usem este argumento, já fica aí o antídoto. Os Três são absolutamente iguais, e o “líder-chefe” (pág. 309) não será mais líder nem chefe, assim como nunca foi Pai. 

O problema é que isto não está escrito em absolutamente lugar nenhum!

O problema é que, do Gênesis ao Apocalipse, nenhum verso diz isso, ou algo parecido com isso! Ele diz que é a “evidência escriturística”, que lhe deu tal informação. Não foi. Não há absolutamente verso nenhum na Bíblia, nem no Alcorão, nem no Talmude, nem no manual do escoteiro, que diga isso ou algo que passe perto disso. É uma fantasia exclusiva do Dr. Whidden, ao olhar para suas meias.

Está bem. Para fins científicos, não posso afirmar que ele teve esta idéia ao olhar para as meias. Mas pode ter sido, pois quando estamos pelados no banheiro, em geral não pensamos em metafísica, pois a visão do nosso corpo ridículo nos inibe pensamentos tão grandiosos. E a mente humana, para criar bobagem desta magnitude, precisaria estar sossegada, em ambiente tranqüilo. Poderia ser em uma pescaria, também. Mas é mais fácil provar aqui que foi olhando para as meias do que ele provar o que afirmou sobre a Trindade.

Não é preciso abrir a Bíblia para ver a incoerência. O primeiro verso da Bíblia já começa com a criação, e o final do livro do Apocalipse, é onde termina a história da Redenção. A evidência escriturística do Dr. Whidden deve ser procurada, portanto, antes do Gênesis e depois do Apocalipse. Bom, vai ver ele possui uma Bíblia especial, ou algumas tabuinhas de ouro trazidas por um anjo.

Pegadinha celestial: Jesus se disfarça de anjo!

O pastor Ruben Schaeffel em artigo na Revista Ministério também exerceu seu direito a teorizar, e afirmou que Jesus, no “antes”, andava disfarçado de anjo. Observe que a teoria dele e a teoria do Dr. Whidden são um tanto antagônicas, pois se os “Três Deuses” fossem realmente absolutamente iguais, não faria sentido um deles andar disfarçado de anjo. A igreja terá que optar por uma dessas duas fantasias.

Se for na base do voto, votarei no pastor Schaeffel, pois ao menos há alguma base escriturística para sua teoria. É mais fácil acreditar em um Jesus humilde que em um trio absolutamente igual onde o Pai não é pai e o Filho não é filho. Outra razão para apoiá-lo é que temos que valorizar a teologia nacional.

No artigo anterior, afirmei haver encontrado evidências de que os autores do livro “A Trindade” poderiam não crer mais na Trindade, e teriam deixado pistas, que a censura não poderia perceber. Teriam que ser lidos por outros teólogos, inclusive, sem que os mesmos notassem. Assim, o Dr. José Carlos Ramos e o Dr. Amin Rodor leram, mas não viram nada de anormal.

Pensando bem, enganar o Dr. Rodor não deve ser difícil, mas enganar a todos, seria possível? É difícil precisar até onde pode ir a imaginação de um professor da Andrews ao observar seu dedão do pé mexendo dentro da meia. Mas qual sua intenção ao afirmar uma absurdidade dessas? Não seria para que, após o livro ter cumprido sua função de combater os hereges, alguém observasse que eles estão só brincando?

Encerramento: E o vento sagrado vira água da vida...

Há poucos dias houve o encerramento das olimpíadas. Na festa de encerramento, ficamos sabendo oficialmente quem foram os melhores. Nas formaturas da Universidade Andrews, o professor Whidden deve compor a mesa ao entregar os diplomas. São ocasiões de muita importância.

Quando acabar “o grande conflito”, no “final e glorioso triunfo”, haverá também uma cerimônia para todo o universo assistir. A Nova Jerusalém será apresentada aos futuros habitantes da Terra e do Universo. Tudo o que era escondido será revelado. Satanás e seus enganos e mentiras não mais existirão.

Deus Pai e seu Filho compartilharão o trono, e os autores, defendendo a teoria da Trindade, mostram que isto é uma prova final e inquestionável que ambos são Deus. Aqui, os que dizem que Jesus não é Deus ficam sem ter o que falar. Bem feito!

Assim, estaria provada a Trindade, mas, calma aí, até agora só há dois. E o livro de Apocalipse vai acabar, estamos na última página. É a cerimônia final, é o encerramento, é o clímax glorioso da história da criação e da redenção. Ali todos estão presentes. Os anjos, os 144.000, a grande multidão, a cidade, a árvore da vida... e o mais importante de tudo, o trono onde Deus reinará pelos séculos dos séculos. E, ao seu lado, do lado direito para ser mais exato, está seu Filho. Ele também reinará para sempre e sempre.

E do lado esquerdo, podemos ver, está o... não, ainda não está. Bom, a história da redenção acabou, agora, segundo o Dr. Whidden começa uma nova história, onde os três serão novamente absolutamente iguais. Se forem absolutamente iguais, sem privilégio ou favoritismo ou hierarquia, não deveria já começar nesta cerimônia?  E, vejam, sentados ao trono, Pai e Filho. Só o Pai e o Filho. Talvez, em uma nova visão, apareçam os três...

Mas o livro do Apocalipse acaba, a Bíblia acaba, os escritos de Ellen White, incluindo os acréscimos com caneta esferográfica, acabam, e só há dois, mesmo, no trono.

Os autores poderiam aqui, num acesso súbito de humildade, continuar afirmando que crêem na Trindade, mas admitir que o Espírito é espírito. Eles diriam simplesmente que o Espírito Santo estaria lá pessoalmente em pessoa, mas, como crê a maioria do povo, espírito que se preza não pode ser visto. Não se pode ver o vento.

Mas não. Novamente, eles nos deixam uma pista de que não crêem na lógica da Trindade, pois, nas páginas 100, 101 e 102, em teologuês intrincado, eles tentarão nos convencer que o rio que sai do trono é o Espírito Santo. Quer dizer, na cerimônia de encerramento, na formatura final, a terceira Pessoa, que jamais teve o privilégio de ser adorado em toda a Bíblia, novamente comparece dissimulado, sob forma de rio. Todos estão presentes, cantam hinos, louvam ao Pai e ao Filho, mas a terceira Pessoa Divina, permanece disfarçada. Porquê? E logo de rio! O vento (ruach, pneuma), agora vira líquido.

Os teólogos da Andrews só podem mesmo estar brincando!

Assim como no caso do Deus que para ser amor precisa ser três, este é outro argumento dolorosamente difícil de ser engolido. Assim que o livro foi lançado no Brasil, esta absurdidade foi comentada neste site. Quer dizer, os três são iguais, mas o terceiro seguirá sendo o menos importante, e permanecerá todo o futuro disfarçado de rio. Por que não está sentado no trono?

Os autores buscam vários versos para identificar o Espírito Santo com a água, mas só pioram as coisas. Melhor se apelassem para a homeopatia. A homeopatia é defendida por doutores importantes, sérios, que escrevem cartas indignadas quando se questiona sua ciência. A homeopatia diz que uma substância dissolvida várias vezes na água, “impressiona” as moléculas da água, e, mesmo depois de a substância já não estar presente, a água mantém as propriedades desta substância. É como se a água retivesse “o espírito” da substância.

Muitas pessoas importantes crêem na homeopatia, muitos artistas famosos já foram curados por ela, é uma especialidade médica reconhecida por lei e com diversos profissionais sérios e honestos atendendo ao povo, e que merece todo respeito. Só não funciona. Água não tem espírito. Mas, conforme os nossos doutores teólogos, pode ser que sim, pode ser que a água seja espírito.

Talvez os índios, em seus rituais, ou os antigos egípcios, que adoravam o Nilo, tenham lá suas razões. (Há quem adore o Rio Ganges ainda hoje). O espírito da água. O rio espírito. Gente, eles não podem estar falando sério! É mais uma coisa engraçada dita em linguagem complexa para o resto da turma não perceber.

A linguagem “vento”, “Ruach”, “Pneuma”, era fácil de ser entendida pelas pessoas de antigamente, que mesmo sem saber o que é Oxigênio e Nitrogênio, sabiam que o vento existia, estava em todos os lugares, e só. O símbolo era de fácil compreensão. Agora, o vento vira água. Como, então, o Espírito estará em todos os lugares ao mesmo tempo? Só com uma enchente, um dilúvio!

A fé dos nossos pais: Quanta emoção, prazer, nos traz!

Desde que foi implantada esta doutrina têm se mantido, conforme vemos na História, à força. Todos os que discordam são perseguidos e mortos. Era uma boa forma de argumentar. Hoje, com leis nos países cristãos que impedem tal forma de convencimento, os argumentos usados são o desprezo, o opróbrio, a perseguição e a exclusão. Quem está “bem” em seu ambiente social na igreja, não vai querer se arriscar. Mas,... e se...

Ora, e não é que o pastor Rubens Lessa, responsável pela defesa da Trindade na Revista Adventista, faz algumas emotivas considerações no editorial de Julho sobre os tempos de antigamente?... Não dá para discordar dele. A fé dos nossos pais, a religião dos antigos obreiros, era muito mais sincera, havia mais dedicação. O mundo estava menos corrompido. Houve um tempo que cinema era pecado. Hoje, as crianças vêem os programas do João Kleber...

Quanto mais para trás, mais obreiros fiéis encontramos. Sigamos o caminho que o pastor Lessa indicou. E não é que, se voltarmos mesmo, chegaremos aos pioneiros? Ali sim, tínhamos fé e dedicação total! Que bom, se tivéssemos pastores com a garra e a fé de um Tiago White ou Uriah Smith! Levando o raciocínio do pastor Lessa adiante, com certeza chegamos aos pioneiros. Só que eles não criam na Trindade!... Pastor Lessa, pastor Lessa! Olha o emprego! (Não, dr. Rodor, o pastor Lessa não está mudando de lado, é só uma brincadeira...)

Convido a todos os que crêem nos teólogos para um banho de rio na Nova Terra, (se eu for, claro). Rio é formado de água, não de vento. Não tomaremos banho dentro de um Deus. Alguém que fale inglês poderia convidar o Dr. Whidden para entrar conosco na água (sem as meias, claro).

 

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