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 O Altíssimo, o Deus Que Nunca Foi Visto - Parte 6

Pr. Lindenberg Vasconcelos

 

O inimigo tentou, por inúmeras vezes, levar a Jesus a dois objetivos: 1) desistir da humanidade, levando-o a crer que Seu sacrifício não seria reconhecido, que a humanidade O desprezaria e tudo que Ele estava fazendo não valia apenas; 2) leva-lo a crença de que Ele (Jesus) era Deus, que era “O Poderoso” ou se declarasse Deus. Assim, Ele ocuparia o lugar que é unicamente do Pai e, por sua vez, o orgulho e exaltação própria entrariam no coração de Jesus. Caso ele atingisse esses objetivos, a missão do Cristo teria fracassado.

Logo no início do Seu ministério (de Jesus), Lúcifer procurou desviar-lhe atenção de Deus para Si. Quando lemos o relato da tentação de Cristo, em S.Mateus 4, é que temos uma compreensão de, num jogo de palavras, o inimigo tenta jogar o Filho contra o Pai, fazendo que Jesus duvidasse de quem era, veja:

“E disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus, lança-te de aqui abaixo; porque está escrito: Que aos seus anjos dará ordens a teu respeito, E tomar-te-ão nas mãos, Para que nunca tropeces em alguma pedra. Disse-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus. Novamente o transportou o diabo a um monte muito alto; e mostrou-lhe todos os reinos do mundo, e a glória deles. E disse-lhe: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares. Então disse-lhe Jesus: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás”. S.Mat.4:6 a 10.

Lúcifer, em hipótese alguma chama a Jesus de Deus, ou O compara ao Pai, e ele sabia bem disso. O que estava em jogo era levá-lo (Jesus) admitir que era Deus, fazendo-O ocupar o lugar do Pai e, por isso, Ele poderia fazer qualquer coisa, inclusive milagres a Seu favor; ou caso algo de grave pudesse acometê-lo, prontamente o Pai interviria a seu favor. Veja que ele se dirige a Jesus da seguinte forma: “se tu és o Filho de Deus...”. Jesus tinha ciência de quem era. O problema era onde o inimigo queria leva-lo. Por último, Jesus faz duas afirmações claríssimas: 1) “...Não tentarás o Senhor teu Deus”; e 2) “...Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás”. Na verdade o inimigo estava provocando a Deus, O Pai, e não ao Filho.

Chamando atenção para si ou para Cristo, o inimigo traria à adoração que é legítima ao Pai para ambos; e isso era inaceitável. Tirando Deus, o Pai, do coração de Cristo, automaticamente outro ocuparia este lugar: o próprio Cristo ou Lúcifer. Por isso, Cristo o repreende e o expulsa de Sua presença. Jesus continuaria sendo fiel  ao Único Soberano e Grandioso Deus, Seu Pai. Essa história de provação, de Lúcifer para com o Pai, acontece desde a sua queda e sua entrada neste planeta, lembra-se da história de Jó?

Voltando a Moisés. Certa vez, depois de certa “intimidade” com Deus, ele se atreve a pedir para ver a face de Jeová. Era um pedido que, na verdade, Moisés não tinha bem ciência do que estava fazendo. Ainda que ele tivesse um certo prestígio com Jeová, humanamente era impossível isso acontecer. Apesar de Deus ser muito amigo de Moisés, isso jamais poderia acontecer. Veja a razão:

“Moisés disse ainda: Rogo-te que me mostres a tua glória. Respondeu-lhe o Senhor: Eu farei passar toda a minha bondade diante de ti, e te proclamarei o meu nome Jeová; e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia, e me compadecerei de quem me compadecer. E disse mais: Não poderás ver a minha face, porquanto homem nenhum pode ver a minha face e viver. Disse mais o Senhor: Eis aqui um lugar junto a mim; aqui, sobre a penha, te porás. E quando a minha glória passar, eu te porei numa fenda da penha, e te cobrirei com a minha mão, até que eu haja passado. Depois, quando eu tirar a mão, me verás pelas costas; porém a minha face não se verá”. Êxodo 33:18 a 23. (negrito e sublinhado meu).

Ainda que Moisés fosse um homem temente a Deus, justo e tivesse privilégios que bem poucos humanos tiveram, infelizmente, contemplar a face do Pai, a face do Grande Jeová, estava fora de cogitação, isso era impossível, por uma única razão: “porquanto homem nenhum pode ver a minha face e viver”.

Veja amigo leitor, Deus foi muito claro: “...homem nenhum pode ver a minha face e viver”. Eu não tenho dúvida alguma que esse era a pessoa do Altíssimo, o Grande El-Shadai, o Todo-Poderoso, aquele que habita na luz inacessível, aquele que ELE SÓ TEM A IMORTALIDADE. Esse ninguém poder ver, nenhum humano pode apertar-lhe a mão. Somente a presença de Sua glória poderia fulminar com qualquer ser humano. Assim, Deus, em Sua infinita misericórdia e bondade, faz um acordo com Moisés: o colocaria numa fenda, quando Ele passasse, o protegeria com Sua mão, para que Moisés não fosse exterminado e O veria apenas pelas costas. Isso é, ele veria a passagem do Grande Eu Sou, mas não veria a Sua face.

Quando este mesmo Moisés passou quarenta dias e quarenta noites no Monte Sinai, local onde a presença do Pai se manifestara de forma gloriosa, voltando desse encontro, sua face brilhava tanto que o povo de Israel não conseguia fitar os olhos em seu rosto. Era como se eles olhassem para o sol ao meio-dia, por isso Moisés foi obrigado a usar um véu, por um determinado tempo (Êxodo 34:29-35).

Praticamente em toda história terrestre a pessoa física do Filho foi presente, mas a do Pai, a do Deus Todo-Poderoso, essa não. A única vez que Ele se apresentara (fisicamente) aos humanos foi por ocasião do monte Sinai, e mesmo assim não foi visto como Jesus o foi. Para endossar o pensamento de Moisés, Paulo em sua carta a Timóteo faz a seguinte declaração:

“Diante de Deus, que todas as coisas vivifica, e de Cristo Jesus, que perante Pôncio Pilatos deu o testemunho da boa confissão, exorto-te a que guardes este mandamento sem mácula e irrepreensível até a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo; a qual, no tempo próprio, manifestará o bem-aventurado e único soberano, Rei dos reis e Senhor dos senhores; aquele que possui, ele só, a imortalidade, e habita em luz inacessível; a quem nenhum dos homens tem visto nem pode ver; ao qual seja honra e poder sempiterno. Amém.” I Tim.6:13 a 16.

A conclusão que chegamos é que:

 

1) Em todo universo só há UM SOBERANO, ou o único é mais que um? Não há espaço para dois, muito mais para três, como querem alguns! Ainda que o Filho seja digno de adoração por tudo que fez em favor da humanidade, a Palavra de Deus só registra a presença de (um) único SOBERANO: o Grande Deus, o Altíssimo;  

 

2) Se O Grande Deus, Jeová, aquele que nunca, jamais, em momento algum foi visto por quem quer que seja de dentre os mortais é o Pai, logo teremos um grande problema a ser resolvido. E qual é o problema? O próprio Jeová, Jesus, alguns discípulos e apóstolos estão equivocados e Deus foi visto sim, e em várias ocasiões (apesar de não haver um único texto na Bíblia afirmando isso claramente) ou, o que pode ser o mais contundente,

 

3) Jesus não pode ser Deus, (ou mesmo nunca poderia ter sido) pois ele não somente foi  visto, mas tornou-se carne e viveu entre nós. O Filho compartilhou com o Pai a criação de tudo. Ele é antes de tudo, porém, não igual ao Pai. O Pai não tem origem, mas O Filho sim:  ; 

“HAVENDO Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho, A quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo. O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da majestade nas alturas;

Feito tanto mais excelente do que os anjos, quanto herdou mais excelente nome do que eles. Porque, a qual dos anjos disse jamais: Tu és meu Filho, Hoje te gerei? E outra vez: Eu lhe serei por Pai, E ele me será por Filho?” Heb.1:1 a 5.

Veja, querido leitor, Paulo diz que Jesus foi: “Feito tanto mais excelente do que os anjos. E completa quando repete um questionamento da parte de Deus: “...Tu és meu Filho, Hoje te gerei”. Nenhum dos anjos foi gerado, mas o Filho foi. Se foi gerado (feito ou formado) é porque teve um começo, ainda que antes de todos os demais seres do universo. Houve uma época na qual o Filho não existia. Acontece que essa época é tão distante que somente na eternidade, quando estivermos com o Pai, é que teremos a real explicação e compreensão de tudo. Por isso Jesus não pode ser co-eterno com o Pai. Jesus um dia foi gerado, o Pai não. O Altíssimo não tem origem. Nem começo nem fim.

 

4) Outro detalhe importante é que Deus, o Pai, não somente é eterno, mas só Ele é IMORTAL, Jesus provou o sono da morte. Portanto, o Pai é o início da eternidade. Ele é o ÚNICO SOBERANO em todo o universo, pois jamais provou o sono (gosto) da morte. Logo, não há um ser em todo o vasto universo igual ao Pai. Ele é antes de tudo e de todos.

Se por toda Bíblia a afirmação contundente é que Deus não pode ser visto, logo Jesus não pode ser Deus, ainda que Ele seja Filho dEle, certo! Ou aceitamos uma linha de raciocínio e rejeitamos a outra ou aceitamos a que foi rejeitada e dispensamos a primeira que foi aceita. As duas são incompatíveis. Em resumo: ou é uma coisa ou é outra coisa. Ou Deus foi visto ou Deus nunca foi visto.

Se os trinitarianos tiverem razão, logo nenhum membro da “trindade” pode ser visto, pelo simples fato dela (a trindade) SER DEUS. E aí o Jesus que apareceu na terra era apenas uma forma aparente de um desses três Deuses, ou algum anjo poderosíssimo da trindade, que veio revelar a vontade da trindade (Deus).  Porém, como os escritores bíblicos eram monoteístas convictos, não há lugar para mais que um ou Único Soberano, Poderoso  e Verdadeiro Deus. Logo, Jesus por não ser Deus pode ser visto.  

Com toda certeza O Filho unigênito de Deus foi visto e alguns tiveram o privilégio de entreter conversas com Ele. Entre os privilegiados temos: Abraão, Josué e outros. Porém, a pessoa de Jeová, o Pai, jamais foi vista. Este sim é o Verdadeiro Deus. Mortal algum pode contemplar Sua face. Sendo assim, há uma clara distinção entre a pessoa do Pai, que é Deus, e a pessoa de Jesus, o Filho de Deus.

Pelo que os autores sagrados nos falaram, há uma hierarquia entre essas duas pessoas. Um é tão poderoso que homem algum é capaz de suportar sua presença física, e por ser o único Deus, todo o universo sabe de Seu  Poder e Soberania; já a pessoa do Filho não envolve tantos riscos assim. Todo adventista admite que Jesus é Miguel, o Principal dos Príncipes do exército celestial. Foi Ele quem expulsou a Lúcifer e todos os seus anjos dos céus, Ele disputou com este mesmo Lúcifer o corpo de Moisés, já auxiliou Gabriel num grande conflito no reino medo-persa, e finalmente aparecerá no Céu com poder e grande glória, por ocasião de Sua segunda vinda como o Filho do Homem.

A mim ficou bem claro a distinção entre o Pai, que é o único Deus Todo-Poderoso, e Seu Filho, aquele que tendo a forma de Deus, nunca se atribuiu, tencionou ou teve a pretensão de ser Deus, ainda que dEle gerado, não criado, e que ao se transformar em carne e viver entre nós, pagou um preço muito alto, deixando de ser semelhante ao Pai, ainda que nele habite “...corporalmente a plenitude da divindade” (Col.2:9), assim como os anjos são seres divinos; todavia não são deuses. O Pai não carrega as marcas humanas em Seu corpo, o que não se pode dizer do Filho e que por toda a eternidade estarão presente na cabeça, nos pés e  mãos, feridas estas que foram feitas na “casa de seus amigos”. E para encerrarmos este estudo, vamos finalizar com as palavras do mesmo apóstolo que abriu inicialmente o nosso assunto, o amado discípulos João:

“Ninguém jamais viu a Deus; e nos amamos uns aos outros, Deus permanece em nós, e o seu amor é em nós aperfeiçoado.” I S.João 4:12.

Veja que aquele que andou com o unigênito de Deus é quem afirma: Ninguém jamais viu a Deus”. Ora, se Jesus foi visto (como anjo ou não) antes de sua encarnação como homem, logo é descartado a hipótese dEle ser Deus em igualdade de condições com o Pai. Um filho nunca é maior que o Pai. E não adianta fazer comparações humanas para querer tentar justificar ou manter a igualdade de Poder entre Pai e Filho; nem no sentido restrito e nem em sentido amplo. O próprio filho reconhece e disse quem é maior: “ Ouvistes que eu vos disse: Vou e venho para vos. Se me amasseis, certamente exultareis por ter dito: Vou para o Pai; porque o é maior do que eu”. S.João 14:28. Alguma duvidar leitor? Hierarquicamente, no universo, há uma ordem. Tanto no governo de Deus quanto nos governos humanos.

Num império não pode ter dois imperadores, num reino não pode haver dois reis, num pais não pode ter dois presidentes, num estado não pode haver dois governadores e num município não pode haver dois prefeitos. Se for para comparar a relação humana com a Divina, logo não pode haver dois ou três Deuses no universo. Só há lugar para um. É muito claro isso! Repito, amigo leitor: Deus foi visto ou Deus nunca foi visto, por olhos humanos. É uma coisa ou é a outra. As duas doutrinas são incompatíveis, pela solidez dos argumentos de Jesus, dos discípulos e dos apóstolos. Ou você fica com os fatos bíblicos ou fica com as suposições teóricas.

Obs. Se você mora em Sorocaba e região e gostaria de saber mais sobre este e outros assuntos. Entre em contato comigo. Terei um imenso prazer em lhe revelar, através do estudo da Bíblia, um Deus maravilhoso, que tem profundo interessa em derramar em sua vida não somente o Seu eterno e sublime amor, mas faze-lo conhecer a Sua real vontade. Entre em contato comigo pelo e-mail logo abaixo. E grato por estar acompanhando este tema. Que Deus te abençoe. -- Pr. Lindenberg Vasconcelos. pastorlindenberg@yahoo.com.br

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