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O Altíssimo, o Deus Que Nunca Foi Visto - Parte 7 -

Pr. Lindenberg Vasconcelos

A Palavra dos discípulos

Em todo o Novo Testamento a palavra Deus é empregada  cerca de 1.354 vezes. Destas, somente 8 são aplicadas diretamente a Jesus, e com possíveis explicações para cada uma  delas. E nem todas as traduções são unânimes nesses versos. Agora, num universo de  1.346 restantes, 99% afirmam que o único Deus é a pessoa do Pai, qual a razão da insistência de alguns em querer tornar a Jesus um Deus semelhante ao Pai? Muito rapidamente vamos citar cinco pessoas que conviveram com Jesus e o que elas declaram a esse respeito:

1) João – O discípulo amado:
“Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do homem vos dará; porque a este o Pai, Deus, o selou”; S.João 6:27;
”Disse-lhe Jesus: Não me detenhas, porque ainda não subi para meu Pai, mas vai para meus irmãos e dize-lhes que eu subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus.” S.João 20:17

2) Paulo – O Apóstolo dos gentios:
“Se Deus é um só, que justifica pela fé a circuncisão, e por meio da fé a incircuncisão”. Romanos 3:30;
”Ao único Deus, sábio, seja dada glória por Jesus Cristo para todo o sempre. Amem.” Romanos 16:27;
”Graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo”. I Coríntios 1:3;
”Todavia para nós há um só Deus, o Pai, de quem é tudo e para quem nós vivemos, e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós por ele. I Coríntios 8:6;
Segue: Gal.1:3; 3:20; Ef.1:2-3;Fil.1:2; Col.1:2, etc;

3) Tiago – O irmão do Senhor Jesus:
“Tu crês que há um só Deus; fazes bem. Também os demônios o crêem e estremecem”. Tiago 2:19;

4) Pedro – O líder dos discípulos:
“Bendito seja o Deus e Pai de nosso Jesus Cristo, que segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos”. I S.Pedro 1:3;

5) Judas – O irmão de Tiago, irmão de Jesus: “Judas, servo de Jesus Cristo, e irmão de Tiago, aos chamados, queridos em Deus Pai, e conservados por Jesus Cristo...Ao único Deus, Salvador nosso, por Jesus Cristo, nosso Senhor, seja glória e majestade, domínio e poder antes de todos os séculos, agora e para todo o sempre. Amem.” Judas 1 e 25.    

Nos versos acima tivemos as palavras de: Jesus, do discípulo João, os dois irmãos de Jesus – Tiago e Judas; Pedro, o líder dos discípulos e o apóstolo S.Paulo. Todos afirmando que só há um Deus e Este é a pessoa do Pai, o qual nunca foi visto. Deus não é uma roupa ou indumentária que Ele pode deixar de lado e tomá-la de volta quando a quiser. Deus não é simplesmente um atributo, um nome, título ou razão social que pode ser descartada e retomada outra vez. Assim, não podemos afirmar que Jesus deixou de ser Deus por alguns instantes, tornou-se ser humano de carne, osso e sangue como nós e depois voltou a ser Deus novamente, como se simplesmente Ele tivesse tirado a “roupa de Deus” e depois a colocado de novo.

 

Lúcifer, na jogada

Como os trinitarianos não crêem nos testemunhos desses humanos, talvez, com o testemunho de alguém que reside ou que residiu no Céu, eles possam acreditar. No início do artigo anterior onde falamos de Lúcifer, que conviveu com Jesus no Céu e que durante o ministério messiânico na terra, jamais o chamou de Deus. A postura de Lúcifer foi: “Se Tu és o Filho de Deus...”, veja que ele trata a Jesus como o Filho do Altíssimo. Isso é, era intenção dele levar Jesus a duvidar de quem era. Lúcifer jamais afirmou, ou deu a entender, que Jesus é tão Deus quanto o Pai.

Ficou mais que provado que o Jesus é apenas o filho do Altíssimo; e não mais um “Deus” igual ao Altíssimo. Uma das missões de Jesus era libertar os cativos dos poderes de Satanás e seus anjos. Esses seres  (não sabemos por quanto tempo), tiveram o privilégio de conviver com o Pai e o Filho. Eles participaram das glórias celestial, mas não conservaram a sua pureza e, juntamente com seu líder maior, Lúcifer, foram expulsos do Céu e a Bíblia diz que eles foram expulsos para a terra. Veja:

“Mas não prevaleceram, nem mais o seu lugar se achou no céu. E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, que se chama o Diabo e Satanás, que engana todo o mundo; foi precipitado na terra, e os seus anjos foram precipitados com ele. Então, ouvi uma grande voz no céu, que dizia: Agora é chegada a salvação, e o poder, e o reino do nosso Deus, e a autoridade do seu Cristo; porque já foi lançado fora o acusador de nossos irmãos, o qual diante do nosso Deus os acusava dia e noite... Pelo que alegrai-vos, ó céus, e vós que neles habitais. Mas ai da terra e do mar! porque o Diabo desceu a vós com grande ira, sabendo que pouco tempo lhe resta”. Apoc.12:8-10,12.

Observe, querido leitor, que Satanás foi expulso diretamente para a Terra. Existe uma escritora cristã que diz que antes de vir para a Terra, Lúcifer ficou vagando pelo universo tentando outros mundos, mas nenhum caiu em seus enganos. Cuidado, isso não é bíblico! S.Pedro diz: Porque se Deus não perdoou aos anjos que pecaram, mas havendo-os lançado no inferno, os entregou às cadeias da escuridão, ficando reservado para o juízo”. II S.Ped.2:5.

Esses anjos que pecaram foram lançados no inferno (tártaro, que foi traduzido da palavra hebraica Sheol = que significa lugar de punição e não um lugar queimando eternamente, como o conceito popular o diz). Isso é, segundo o Apocalipse esses anjos foram lançados na terra e, segundo o apóstolo Pedro, eles foram reservado as trevas.

Quando folheamos a Bíblia ela nos diz: “No princípio criou Deus os céus e a terra. E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas”. Gên.1:1 e 2. Os estudiosos afirmam que entre os dois primeiros versos e o terceiro há um intervalo de tempo que não temos a menor idéia de quanto o foi. O que nos interessa é que antes da terra receber toda “inspiração de Deus” na sua formação, ela era sem forma, vazia, havia trevas e um enorme abismo. O interessante que a palavra Sheol significa abismo, também. Se ligarmos uma coisa a outra, isto é, o Apocalipse e II S.Pedro com o Gênesis iremos descobrir que esses seres ficaram por muito tempo presos nas trevas. Depois, quando o Criador deu forma e vida a nossa Terra, eles foram liberados das trevas, mas não do juízo. Por outro lado, esses seres se encontram em profundas trevas espirituais; pois estão longe da fonte da luz, que é o Pai.

 

Os demônios sabem quem é Jesus

Bem, esses seres passaram a conviver com os humanos e tentaram, ao máximo, atrapalhar o plano de Deus  para com a humanidade. Quando Jesus esteve na terra como humano, eles tinham feito milhares de criaturas de Deus vítimas de seus enganos, incluindo o aprisionamento espiritual. Uma das missões de Jesus foi libertar os cativos de Satanás. Repetindo uma profecia de Isaías, afirmou Jesus: O Espírito do Senhor é sobre mim, Pois que me ungiu para evangelizar os pobres. Enviou-me a curar os quebrantados do coração, A pregar liberdade aos cativos, E restauração da vista aos cegos, A pôr em liberdade os oprimidos, A anunciar o ano aceitável do SENHOR”. S.Luc.4:18 e 19.

Por diversas vezes encontramos Jesus e os discípulos tendo que fazer exorcismo. O que chama a nossa atenção nesses incidentes, especialmente os que envolviam diretamente a pessoa de Jesus, era a forma como esses seres, que viveram nos Céus, conheciam muito bem ao Pai e ao Filho. Assim, eles sabiam muito bem  diferenciar um do outro. Portanto, eles sabiam quem era O Deus Único e Verdadeiro. Gostaria de chamar atenção dos amigos trinitarianos, especialmente para esse ponto: se Jesus fosse de fato Deus tanto quanto o Pai o é, como esses seres O teriam tratado, não seria de “outro Altíssimo”?

Algum trinitariano poderia mostrar pelo menos uma só passagem bíblica onde esses seres excluídos dos Céus chamam a Jesus de Deus? Ou o tratam como Deus? Os discípulos, aqueles que foram testemunhas oculares de muitos dos milagres de Jesus, incluindo a libertação de pessoas das possessões demoníacas, em nenhum momento registram esses seres reverenciando a Jesus como se fosse um Deus. Lucas, o médico de Paulo, teve o privilégio de ouvir os relatos diretamente dos discípulos de Jesus e Marcos, o sobrinho de Paulo, também. Assim, vejamos alguns dos casos relatados por eles mesmos:


1) “E eis que gritaram, dizendo: Que temos nós contigo, Filho de Deus? Vieste aqui atormentar-nos antes do tempo? S.Mat.8:29;

2) Que temos nós contigo, Jesus, nazareno? Vieste destruir-nos? Bem sei quem és: o Santo de Deus. S.Mc.1:24;

3) “E, clamando com grande voz, disse: Que tenho eu contigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? conjuro-te por Deus que não me atormentes. Pois Jesus lhe dizia: Sai desse homem, espírito imundo. E perguntou-lhe: Qual é o teu nome? Respondeu-lhe ele: Legião é o meu nome, porque somos muitos. S.Mc.5:7-9.

4) “Quando ele viu a Jesus, gritou, prostrou-se diante dele, e com grande voz exclamou: Que tenho eu contigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Rogo-te que não me atormentes. S.Luc.8:28

Você deve ter notado, prezado leitor, que esses excluídos da eternidade tratam o Cristo tão somente de: Jesus, Filho do Deus Altíssimo; o Santo de Deus. Caso esses demônios estivessem ante a mais um Poderoso Deus, você acha que eles teriam tratado a Jesus simplesmente como O Filho do Deus Altíssimo? E mais, eles chamam a Jesus de O Santo de Deus. O santo aqui é aquele que foi separado para os propósitos de Deus, o Pai. Eles não negam a filiação de Jesus ao Pai, mas o distingue em hierarquia: O Santo de Deus; e não o Santo Deus.  

Bem, mas os amigos trinitarianos podem dizer: não aceitamos os testemunhos de seres excluídos dos Céus, por serem mentirosos e causadores de todos os males entre os seres humanos. Muito bem, então, vamos procurar um testemunho de outro ser que não foi expulso do Céu.

 

É a vez de Miguel

O livro do Apocalipse revela uma grande batalha que houve no Céu, numa época e dimensão que não temos a menor idéia de quando foi. Porém, o apóstolo João descreve o seguinte:

Então houve guerra no céu: Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão. E o dragão e os seus anjos batalhavam”. Apoc.12:7.

Os Adventistas do Sétimo Dia são unânimes em afirmar que Miguel é o nome de Jesus antes de vir a Terra. O verso afirma que Miguel liderou a expulsão de Lúcifer e todos os anjos rebelados, do céu. Logo, essa figura majestosa e poderosa comandava um grupo de anjos de excelso poder. Como foi essa batalha? Não sabemos! Quanto tempo durou? Não temos a menor idéia! Porém, uma coisa é certa, este Miguel conhece profundamente a pessoa de Lúcifer e seus anjos e vice-versa.

Judas, o irmão do Senhor Jesus, muito antes de João mencionar a Miguel, ele afirma em sua pequena carta o seguinte:

Mas quando o arcanjo Miguel, discutindo com o Diabo, disputava a respeito do corpo de Moisés, não ousou pronunciar contra ele juízo de maldição, mas disse: O Senhor te repreenda. Judas 1:9.

Querido leitor, veja qual o grau de hierarquia de Miguel nas cortes celestiais: Arcanjo. Judas afirma que quando houve a batalha pelo corpo de Moisés, Miguel disse: “...O Senhor te repreenda”. Ora, se Miguel é Jesus e se Jesus é Deus em igualdade e semelhante ao Pai, qual a razão dele mesmo não ter repreendido a Lúcifer? Com isso, podemos concluir que Miguel reconhece que há um Senhor mais poderoso que Ele. E quem é essa pessoa? É óbvio que a pessoa do Pai, o Deus único e verdadeiro – O Altíssimo. Será que Satanás seria tão ousado assim na presença do Todo-Poderoso? Creio que não. Pelo contrário, se fosse de fato a Pessoa do Deus Todo-Poderoso, Lúcifer não teria nem ousado a se aproximar do corpo de Moisés, muito menos discutir ou disputar o corpo dele com o Poderoso Deus. O que vemos aqui são dois seres hierarquicamente posicionados: O Arcanjo Miguel e o Querubim Lúcifer, ambos disputando o corpo de Moisés. Um representando o reino da luz e o outro o das trevas.  

 

O testemunho de  Gabriel

Certa vez, o Anjo Gabriel se encontrava numa feroz batalha e, quase não dando conta do recado, foi preciso a intervenção de Miguel. Veja o que ele mesmo relata ao profeta Daniel.  

“Mas o príncipe do reino da Pérsia me resistiu por vinte e um dias; e eis que Miguel, um dos primeiros príncipes, veio para ajudar-me, e eu o deixei ali com os reis da Pérsia”. Dan.10:13

Você deve ter observado que Gabriel chama a Jesus de: Miguel, um dos primeiros príncipes. Ora, Jesus não é Deus? Então, porque chamá-lo tão somente de príncipe? Qual a diferença entre o Deus e um príncipe? Na linguagem hebraica príncipe tem a mesma conotação que capitão ou comandante. Gabriel afirma que Miguel é um dos primeiros príncipes. Bem, se ele é um dos primeiros, é porque há um segundo, um terceiro e sei lá quantos príncipes há nas cortes celestiais; e isso pouco interessa. O que chama nossa atenção é que Miguel é um príncipe, e não mais um Deus, e isso basta.

Outro detalhe importante é quando Gabriel afirma: “...e eu o deixei ali com os reis da Pérsia”. Gabriel não podia estar em dois lugares ao mesmo tempo, por isso, não podia atender a Daniel e nem combater o rei da Pérsia, daí a necessidade do auxílio de Miguel. Todavia, a expressão que ele usa é: “...eu o deixei ali com os reis da Pérsia”. Bem, se Miguel ficou lá, combatendo no lugar de Gabriel, isso significa que o próprio Miguel não poderia estar em dois lugares ao mesmo tempo, da mesma forma como Gabriel. Assim, Gabriel e Miguel não são oniscientes; atributo que pertence somente ao Único e Soberano Deus, O Altíssimo.

E um outro detalhe mais intrigante ainda é quando ele diz: “...e eu o deixei ali...”. Afinal, quem recebe ordem de quem? O que dar a entender é que Gabriel disse ao Príncipe Miguel: “por favor, Miguel, fique aqui enquanto eu vou atender a solicitação de Daniel, pois saiu a ordem para eu dirimir as suas dúvidas”.

Caso Jesus fosse Deus igual ao Pai como Gabriel teria se dirigido a Ele? Veja como os anjos se comportam na presença do Altíssimo:

No ano em que morreu o rei Uzias, eu vi também ao Senhor assentado sobre um alto e sublime trono; e o seu séquito enchia o templo. Serafins estavam por cima dele; cada um tinha seis asas; com duas cobriam os seus rostos, e com duas cobriam os seus pés, e com duas voavam. E clamavam uns aos outros, dizendo: Santo, Santo, Santo é o SENHOR dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória. E os umbrais das portas se moveram à voz do que clamava, e a casa se encheu de fumaça. Is.6:1 a 4.

E os quatro animais tinham, cada um de per si, seis asas, e ao redor, e por dentro, estavam cheios de olhos; e não descansam nem de dia nem de noite, dizendo: Santo, Santo, Santo, é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, que era, e que é, e que há de vir. E, quando os animais davam glória, e honra, e ações de graças ao que estava assentado sobre o trono, ao que vive para todo o sempre. Os vinte e quatro anciãos prostravam-se diante do que estava assentado sobre o trono, e adoravam o que vive para todo o sempre; e lançavam as suas coroas diante do trono, dizendo: Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder; porque tu criaste todas as coisas, e por tua vontade são e foram criadas”Apoc.4:8 a11.

Querido leitor, deu para você ver a diferença no tratamento entre a pessoa do Deus Altíssimo, o Todo-Poderoso, para a pessoa de Seu Filho Jesus? Sem dúvida você deve ter notado a gritante diferença como os seres angelicais tratam O Altíssimo e a Jesus. Poderíamos continuar tecendo outros comentários a respeito de Miguel, O Príncipe, e não Miguel, o Deus igual ao Pai. Mas cremos que, por enquanto, isso basta.

O que observamos aqui, caro leitor, são dois seres celestiais: o Anjo Gabriel e Arcanjo Miguel. Gabriel conhece muito bem a pessoa de Miguel e jamais o confundiria ou O trataria simplesmente como mais um príncipe entre muitos outros existentes nos céus, caso Miguel fosse, de fato, Deus em essência igual ao Pai.

Mas aguarde o próximo artigo. Até breve.

Pr. Lindenberg Vasconcelos. -- pastorlindenberg@yahoo.com.br

 

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